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Prática de coaching pode virar crime? Entenda a proposta que tramita no senado.

04/07/2019

Um jovem de 17 anos é autor de uma ideia legislativa registrada no site do Senado Federal que tem o objetivo de criminalizar a prática do coaching. A ideia recebeu mais de 20 mil assinaturas no site da casa legislativa em apenas oito dias. Com a marca, a ideia foi encaminhada à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa. Se aprovada, a sugestão do adolescente de Sergipe pode virar projeto de lei.

No site do Senado, há os dizeres: “se tornada lei, não permitirá o charlatanismo de muitos autointitulados formados sem diploma válido. Não permitindo propagandas enganosas como: “Reprogramação do DNA” e “Cura Quântica”. Desrespeitando o trabalho científico e metódico de terapeutas e outros profissionais das mais variadas áreas”.

Junto a essa ideia, também foi apresentada ao portal e-Cidadania uma proposta que tem a intenção de regulamentar a profissão. Somente no Brasil, de acordo com a International Coach Federation (ICF), mais de 70 mil pessoas exercem o trabalho de coaching.

Para a mentora de líderes e coaches, Alessandra Smaniotto, uma das razões para existir a proposta de criminalizar é o grande número de profissionais despreparados que atuam no mercado. “Tem muito coaching que é formado por grandes escolas onde o objetivo é só faturar, diferente de escolas sérias e comprometidas, que utilizam a metodologia do coaching”, diz.

Alessandra Smaniotto, que atua desde 2010 na área, explica que o coaching, de uma forma simples, é “alta performance e resultados”. “É a metodologia que mais desenvolve as pessoas a nível mundial. É amplamente utilizado tanto nos Estados Unidos quanto na Europa e é uma metodologia efetiva”. Para ela, o ‘segredo’ da utilização da metodologia está na seriedade do profissional, aliado aos conhecimentos empresariais, as vivências e a boa formação. “O coaching não é hipnoterapia, não é física quântica, não é psicologia. Não tem nada a ver com isso. É um método em que se utiliza ferramentas de coaching e essas ferramentas realizam diagnóstico de perfil comportamental do profissional, que vai passar por um processo. Com as ferramentas, identificamos onde estão as dificuldades que ele [profissional] não está conseguindo atingir os seus objetivos e trabalhar com o sucesso desse profissional”.

Ainda destaca que o profissional, como ela, identifica como a pessoa está no momento, onde essa pessoa quer chegar e qual objetivo quer alcançar, a partir disso é que o trabalho acontece. “É um planejamento e nesse planejamento utilizamos ferramentas que vão mexendo com a pessoa, para que ela tome consciência dos erros que comete e porque não se atinge o que se quer”.

No entanto, mais do que aplicar a metodologia, Alessandra argumenta que o profissional deve “saber o que está por trás dela”. Nesse ponto, a mentora salienta que é preciso saber quando se deve atender ou não uma pessoa. “Tratar a mente é para psicólogo, coaching desenvolve a mente, faz com que aumente o potencial da pessoa, com que ela expanda o seu conhecimento e por causa disso ela se torna mais inteligente e alcança os seus objetivos. Se entendermos que o que a pessoa precisa não é coaching, encaminhamos para um terapeuta ou psicóloga, até mesmo psiquiatra. E o contrário também, tenho algumas parcerias que me encaminham pessoas que podem fazer coach”, finaliza.

Fonte: Diário da Manhã por Ana Paula Capellari

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